"De repente, pais jovens, que sempre se consideravam modernos e liberais,
já não conseguem compreender a filha. As ideias, os valores, a linguagem, as
roupas, o cabelo... tudo parece estar tão distante...Conflito de gerações?"
- É – disse um deles -, esse deu sorte.
Os outros dois concordaram, com ruídos indefinidos.
- A minha se juntou.
- A minha já declarou, textualmente, que casamento não ta com nada.
- Pior é a minha.
- Ah, é?
- Casou num ritual novo aí. Nem sei que religião é. No meio do campo. Eu me recusei a ir. A mulher foi e voltou com urticária.
- A minha avisou que tinha se juntado quando já estavam juntos. Achou que eu gostaria de saber. Não gostei.
- Eu estou tentando convencer a minha filha a casar. Não importa com quem. Desde que tenha cerimônia. Já disse até que eu forneço o noivo. Pago o vestido, pago a igreja, pago o coro, pago a festa e a lua-de-mel e ainda entro com o noivo. Sabe o que ela me diz?
- Sei.
- “Burguesão”.
- É. A minha disse que talvez até se case um dia, quando os filhos tiverem idade para carregar cauda do vestido. Quer dizer, ainda nos gozam.
- Querem nos matar. Querem nos matar.
- E eu que sonhava com essa cena?
- Nem me fala.
- Sou capaz até de alugar uma igreja, contratar a música, botar uma fatiota e desfilar sozinho pelo corredor. Só para ter a sensação.
- Acho que a gente deveria fazer um trato. O primeiro da nossa geração que tivesse uma filha disposta a casar na igreja, com vestido e tudo, convidaria os outros para entrar junto com ela na igreja. Cada um desfilaria uma determinada distância de braço com a noiva, depois passaria para outro, e assim até o altar.
Pais
Por casualidade, os três ficaram lado a lado na igreja. Tinha mais ou menos a mesma idade do pai da noiva. Que acabara de passar Por eles, radiante com a filha pelo braço, a caminho do altar.- É – disse um deles -, esse deu sorte.
Os outros dois concordaram, com ruídos indefinidos.
- A minha se juntou.
- A minha já declarou, textualmente, que casamento não ta com nada.
- Pior é a minha.
- Ah, é?
- Casou num ritual novo aí. Nem sei que religião é. No meio do campo. Eu me recusei a ir. A mulher foi e voltou com urticária.
- A minha avisou que tinha se juntado quando já estavam juntos. Achou que eu gostaria de saber. Não gostei.
- Eu estou tentando convencer a minha filha a casar. Não importa com quem. Desde que tenha cerimônia. Já disse até que eu forneço o noivo. Pago o vestido, pago a igreja, pago o coro, pago a festa e a lua-de-mel e ainda entro com o noivo. Sabe o que ela me diz?
- Sei.
- “Burguesão”.
- É. A minha disse que talvez até se case um dia, quando os filhos tiverem idade para carregar cauda do vestido. Quer dizer, ainda nos gozam.
- Querem nos matar. Querem nos matar.
- E eu que sonhava com essa cena?
- Nem me fala.
- Sou capaz até de alugar uma igreja, contratar a música, botar uma fatiota e desfilar sozinho pelo corredor. Só para ter a sensação.
- Acho que a gente deveria fazer um trato. O primeiro da nossa geração que tivesse uma filha disposta a casar na igreja, com vestido e tudo, convidaria os outros para entrar junto com ela na igreja. Cada um desfilaria uma determinada distância de braço com a noiva, depois passaria para outro, e assim até o altar.
2-De acordo com o narrador, três pais se encontram "por casualidade" e se lamentam do procedimento de suas filhas. De que reclamam?
3-A respeito do casamento:
a) o que ha de comoum entre elas?
b) o que ha de diferente?
4-A filha de um desse pais chegou a se casar, entretanto, ele nao se mostra sastifeito.
a)Porquê?
b) o que canota a expressão "num ritual novo" ?
5-diz um dos pais "-a minha avisou que tinha se juntado quando estavamos juntos. Achou que eu gostaria de saber nao gostei" levante ipotese.
a) porque a filha achou que o pai gostaria de saber da novidade?
b) porque o pai nao gostou?
c) ao chama-lo de "burguesao", que tipo de critica a filha faz ao pai?
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